quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Dia Mundial da Psoríase






Ontem, dia 29 de outubro, foi o Dia Mundial da Psoríase. O objetivo da data é, por meio da informação, diminuir o preconceito e melhorar a qualidade de vida dos portadores de psoríase – doença dermatológica inflamatória, crônica e não-contagiosa, caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas que acometem couro cabeludo, cotovelos e joelhos, mas que podem se espalhar pelo restante do corpo.
A Psoríase, uma doença crônica da pele, afeta cerca de 0,5% a 3% da população mundial, sem diferença entre homens e mulheres. Cerca de 40% das pessoas afetadas desenvolve a doença antes dos 20 anos de idade, e apenas 10% desenvolvem psoríase antes dos 10 anos de idade.
A Psoríase se caracteriza por uma alteração no processo de maturação das células da camada mais superficial da pele, a epiderme. Durante um ciclo normal, os queratinócitos levam cerca de um mês para maturar e chegar à epiderme. Na psoríase, a proliferação dos queratinócitos ocorre de modo muito rápido e estas células se acumulam na superfície da pele, formando placas avermelhadas ou arroxeadas, com sensação de coceira ou queimação nas regiões afetadas.
Psoríase: principais formas
Psoríase em Placa: é a forma mais comum. As placas possuem um formato arredondado ou ovalado, sendo mais comuns no couro cabeludo, cotovelo, joelhos e na região lombar. Estas placas podem durar um bom tempo, desaparecendo e voltando após exposição a algum fator desencadeante (p.ex.: clima frio, infecções, estresse).
Psoríase Gutata: consiste em pequenas placas que surgem subitamente, em geral na região do tronco e nos braços, pernas e couro cabeludo, desaparecendo de modo espontâneo após algum tempo.
Psoríase inversa: as placas ocorrem nas regiões de prega da pele, como axilas e virilha.
Psoríase Seborreica: surge como placas com descamação no couro cabeludo, atrás das orelhas, nas axilas, na virilha e na face.
Psoríase nas unhas: metade das pessoas com psoríase sofre com alterações em suas unhas, que podem se tornar amareladas ou apresentar acúmulo de pele morta sob elas. Em algumas pessoas, esta pode ser a única manifestação da psoríase.
Psoríase Eritrodérmica generalizada: é a forma mais grave de psoríase. Toda a pele do corpo se torna avermelhada e descamativa. O problema também pode ser causado por algumas drogas utilizadas no tratamento da própria psoríase.
Psoríase Pustular: em algumas pessoas, as placas de psoríase podem se tornar infectadas e repletas de pus, recebendo o nome de Psoríase Pustular.
Artrite psoriática: quase metade das pessoas que sofrem com psoríase apresenta crises de inflamações nas articulações.
O que causa a Psoríase?
A causa exata da psoríase continua sendo um mistério. De um modo geral, os pesquisadores acreditam que a psoríase esteja relacionada a alterações no sistema de defesa. Também é possível que existam fatores genéticos (35% das pessoas com psoríase possuem um ou mais familiares afetados pela doença) e ambientais (p.ex.: frio, estresse, e uso de medicamentos como captopril, progesterona, lítio, indometacina, etc)
A Psoríase é um problema grave?
A psoríase não possui cura: a maioria das pessoas apresenta crises recorrentes da doença. Apesar das complicações graves serem raras, a psoríase pode causar uma série de complicações menores.
A psoríase pode causar deficiência de folato, uma vitamina do complexo B importante para o funcionamento do sistema nervoso
Quando as placas são visíveis, a Psoríase pode resultam e depressão e isolamento social. Em cerca de 75% das pessoas, a psoríase resulta em diminuição da autoconfiança.
Mesmo nas suas formas mais leves, a psoríase pode causar sensação de queimação, coceira ou fisgadas na pele, comprometendo a qualidade de vida da pessoa afetada.
Finalmente, o próprio tratamento da psoríase pode resultar em sensações desconfortáveis e alterações em outros órgãos.
Como é feito o diagnóstico?
O médico irá examinar as lesões na pele e, dependendo da suspeita, poderá pedir um exame de material colhido das lesões.
Exames de sangue e radiografias podem ser solicitados se houver necessidade de excluir doenças com manifestações semelhantes (p.ex.: dermatite seborreica, reações alérgicas, infecções por fungos, etc).
A Psoríase possui tratamento?
As principais medidas para tratamento da psoríase incluem:
Medicamentos tópicos (p.ex.: loções, cremes ou xampus a base de corticosteróides, análogos da vitamina D3, retinóides tópicos ou fluorouracil).
Fototerapia (p.ex.: terapia com raios ultravioleta tipo B).
Terapia sistêmica (uso de drogas que afetam o corpo como um todo e não apenas a pele, como metotrexate, retinóides, ciclosporina, hidroxiuréia, sulfassalazina e tioguanina).
Exposição ao sol: a exposição regular à luz do sol é útil para estimular a regressão das lesões nas pessoas com psoríase leve a moderada.
Apoio emocional: uma vez que as crises podem estar relacionadas a episódios agudos de estresse e ansiedade, técnicas de relaxamento podem ser úteis.
Na maioria das pessoas, a psoríase comum desaparece espontaneamente, sem necessidade de qualquer tratamento e sem deixar cicatrizes. Entretanto, recorrências são comuns. Em 1/3 dos casos, a psoríase é severa e requer o uso intensivo de medicamentos pelo resto da vida.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Que tal previnir e atenuar as rugas de expressão?


Os sulcos e rugas que aparecem com o passar dos anos são resultado dos movimentos faciais realizados pelos músculos da face como o passar dos anos. Claro que o envelhecimento cutâneo contribui, mas não é a causa primordial. Quanto mais usamos esses músculos, mais marcada fica a nossa pele. Mais "ruguinhas" inconvenientes surgem para delatar nossa experiência de vida.
O uso excessivo da musculatura facial associado ao envelhecimento natural da pele, causa uma "quebra" nesta, aprofundando as rugas e sulcos.
Antigamente o único tratamento era a cirurgia plástica, que realmente continua indicada em alguns casos mais severos. Porém, seu uso indiscriminado acabou produzindo inúmeras faces com aspecto plastificado, e por vezes deformado, devido as inúmeras cirurgias.
Hoje temos um arsenal a nossas mãos no tratamento dessas alterações estéticas. Eles variam desde a intradermoterapia, toxina botulínica, preenchimentos temporários e definitivos e laseres. Muitas vezes se faz necessário a combinação de técnicas para conseguirmos atingir o objetivo: um rejuvenescimento sem perda da naturalidade. Procure um especialista médico e veja qual o tratamento mais adequado para a sua pele. Sem exageros, pois tudo em excesso acaba deformando a beleza.

domingo, 5 de outubro de 2008

Melasma


O melasma é uma hipermelanose adquirida, caracterizada pelo aparecimento de máculas acastanhadas. São normalmente manchas hipercrômicas simétricas em áreas fotoexpostas. Têm como sinônimos cloasma e máscara gravídica. Todas as raças são afetadas, porém acomete preferencialmente hispânicas e asiáticas, sendo mais comum em peles escuras. As mulheres são mais acometidas (90%), sendo que também podem surgir em homens (10%). Raramente ocorre antes da puberdade (> 25 anos) e é mais comum no período reprodutivo.
Surge com o aparecimento de manchas acastanhadas simétricas, confluentes ou puntiformes habitualmente em regiões malar, nasal, labial superior, frontal e mento. A intensidade da pigmentação é variável e o seu aumento progressivo na face pode estar relacionado com a gravidez, uso de ACO ou TRH. Além disso temos como outro fator importante a exposição solar intensa ou crônica, que piora o quadro ou pode precipitar o melasma. Como essa alteração é insidiosa, os pacientes não reconhecem a associação.
Possui etiologia desconhecida, mas apresenta os seguintes fatores predisponentes:
Genéticos (ocorrência familiar);
—Ambientais (radiações UV) – fator mais importante;
—Hormonais - estrógenos e progesterona, gravidez (50 a 70% das gestantes), ACO ou TRH;
—Doenças hepáticas e tireoidianas;
—Medicamentos e cosméticos.
O diagnóstico é clínico e o tratamento deve ser orientado por um médico dermatologista. Como prevenção, iniciem logo o uso do filtro solar diariamente!!!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Proteção Solar

O sol é fonte de vida e energia, porém em excesso é o grande causador de fotoenvelhecimento cutâneo e câncer de pele. Portanto, proteja-se sempre!! A seguir algumas dicas:













          • É imprescindível o uso diário de filtros solares com FPS de no mínimo 15, para qualquer tom de pele;

          • Aplique generosamente o protetor solar cerca de 20 a 30 minutos ates de se expor ao sol, de preferência antes de sair de casa. Reaplique de 2/2 horas e após mergulhar ou sudorese intensa;

          • As pessoas de pele mais clara ou ruivas sofrem mais os danos solares, porém estes não são exclusivos destas, então seja qual for a sua cor: PROTEJA-SE DO SOL!

          • Evite o sol das 10 às 16h, devido a maior incidência dos raios solares;

          • Sempre faça uso de chapéus com abas largas, barracas, óculos escuros e roupas apropriadas;

          • Cuide do seu filho! A proteção solar deve começar na infância (após os 6 meses de idade);

          • O mormaço também queima!! Então nada de pensar que por o dia estar nublado não é necessário aplicar seu filtro solar. Nesses dias cerca de 80% dos raios ultravioletas atravessam as nuvens e chegam a terra e consequentemente à sua pele!!

          • O sol é maravilhoso!! Mas saiba como aproveita-lo bem e de forma positiva!

          Obesidade


          Por Dra Danusia Rocha

          A obesidade é uma doença provocada por inúmeras causas genéticas e ambientais, sabendo-se ser impossível identificar uma única causa, porém a boa notícia é que os cientistas, médicos, nutricionistas e outros profissionais da área de saúde têm se dedicado cada vez mais à descoberta e identificação dessas diversas causas, facilitando assim o tratamento dos mesmos. Uma dos fatores associados a obesidade identificado na última década é o que chamamos de resistência a insulina, que é a resistência do organismo ao trabalho da insulina. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, responsável, entre outras coisas, pela entrada da glicose que está circulando no sangue na célula para ali exercer sua função. Como a entrada da glicose na célula está dificultada, o pâncreas passa a produzir uma grande quantidade de insulina pêra compensar essa resistência, promovendo um excesso de insulina circulante no sangue, processo chamado de hiperinsulinemia. Este excesso de insulina, portanto traz com ele várias condições desfavoráveis ao bom funcionamento do organismo, entre os quais reduz a queima calórica e facilita o aumento de peso. Constituindo-se assim um “ciclo vicioso”, que necessita ser interrompido para que haja sucesso no tratamento do paciente. É possível identificar a resitência à insulina através de uma detalhada avaliação clínica exames laboratoriais. Outras alterações clínicas, como problemas menstruais e hormonais e risco de doenças cardíacas, podem também estar associados à resistência insulínica, e também podem ser tratados em conjunto com a obesidade. A identificação da resistência ao trabalho da insulina e suas conseqüências têm ajudado no tratamento da obesidade como doença e de seus conseqüentes danos à saúde.

          Consultório

          Av. Anita Garibaldi, 1447 Edf. Alexander Fleming, sala 108, Garibaldi. Salvador - Bahia
          Telefone - (71) 3037-7776